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Que técnicas de amostragem são apropriadas para análises qualitativas?

Escrito por magda healey | Traduzido por pamela oliveira
Que técnicas de amostragem são apropriadas para análises qualitativas?

Pesquisa qualitativa usa uma amostragem objetiva

NA/Photos.com/Getty Images

Pesquisas qualitativas não têm como objetivo, por definição, estimar parâmetros populacionais ou testar hipóteses. Entretanto, a maior parte dos projetos qualitativos tentam alcançar algum tipo de generalização, se não for de natureza numérica. Pesquisadores qualitativos precisam assegurar um equilíbrio entre variedade e consistência das respostas para que possam interpretar os resultados e ter certeza de sua transmissibilidade. Estudos qualitativos comumente usam as amostragens por conveniência e intencional, apesar da amostragem por probabilidade ser possível em alguns casos.

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Amostragem de probabilidade

O tamanho das amostras em projetos qualitativos é invariavelmente menor do que em quantitativos. Entretanto, a principal diferença entre as amostragens nesses dois tipos de pesquisa é que a pesquisa qualitativa raramente usa amostragem aleatória na qual cada participante em potencial têm a mesma probabilidade de ser incluído. Essas amostras são comuns em pesquisas cujo resultado generaliza a população. Usualmente não é prático fazer um estudo qualitativo em uma amostra de probabilidade se a população for muito grande ou diversa. Quando se estuda populações pequenas e relativamente homogêneas, como estudantes de uma universidade ou pacientes de um hospital, uma amostra de probabilidade é possível e pode aumentar a credibilidade do estudo. Na maior parte dos casos, no entanto, uma amostragem não probabilística será mais apropriada.

Amostragem por conveniência

O modo mais fácil de selecionar participantes para um projeto qualitativo é usar a amostragem por conveniência, composta por pessoas que querem participar da pesquisa e são fáceis de encontrar. Na maioria dos casos o pesquisador define algumas características essenciais dos participantes mas o foco é no contato rápido e fácil. Amostras por conveniência são desaprovadas por metodologistas por não terem apoio teórico nem representação estatística. ainda sim, elas são muito comuns em estudos qualitativos, particularmente quando a fase qualitativa é uma primeira etapa ou uma preparação para uma fase quantitativa. A amostragem por conveniência é útil em pesquisas comerciais quando a intenção é encontrar participantes de um segmento específico.

Amostragem intencional

A maioria dos estudos qualitativos sérios usam alguma forma de amostragem intencional, definida com um objetivo particular em mente. Uma abordagem comum é maximizar a variação para tentar incluir uma maior seleção de pessoas objetos, comunidades ou situações possível. Um jeito de alcançar esse objetivo é estratificar a população usando variáveis além do critério principal. Em muitos estudos de consumo, todos os participantes vão ser usuários dos produtos, mas serão estratificados por idade, sexo e grupo social assim como por padrão de usos (alto/baixo) para abranger a variabilidade possível de experiências. Minimizar a variação é algumas vezes apropriado para entrevistas em grupos quando o pesquisador pretende ter grupos relativamente homogêneos para deixar os participantes a vontade e facilitar o processo. Na seleção de participantes para entrevistas individuais, pesquisadores podem tentar incluir casos típicos, casos extremos ou se concentrar em informantes chave que são fontes particularmente ricas de informação.

Tamanho de amostra

Apesar da pesquisa qualitativa não ter como objetivo estimar quantidades na população e, por isso, não lutar por significância estatística e diminuição de erros, o tamanho da amostra não é um assunto trivial. Pesquisadores qualitativos precisam garantir que eles obtêm resultados de uma variedade de participantes e que todas ou a maioria das perspectivas são cobertas. Uma estratégia comum é deixar um estudo em aberto e continuar até que nenhum novo material significante seja encontrado. Um estudos por Guest et al. na “Field Methods” propõe que 12 entrevistas em uma população homogênea é suficiente para chegar à saturação, apesar disso depender do quão importante é descobrir perspectivas relativamente raras. Peter DePaulo sugeriu em um artigo na “QUIRK's Marketing Research Review” que 30 participantes é um bom começo se você tem como objetivo uma variedade de respostas em uma população relativamente variada.

Recrutamento

A amostragem apenas começa com a definição do tipo de amostra: os participantes reais precisam ser localizados e recrutados para participarem da pesquisa. Existem dois jeitos de recrutar participantes para projetos qualitativos. Um deles é ir a campo (ou enviar profissionais) munidos de questionários e com cotas de participantes para recrutarem. O outro é usar um grupo já existente de participantes em potencial, chamado de painel, que em princípio concordaram com participar da pesquisa. Algumas vezes, apesar de não haver um painel disponível, existe um quadro de amostras - por exemplo, uma lista de pacientes do hospital com um diagnóstico em particular ou membros de uma organização. Quando o estudo quer pesquisar um sub-grupo menor de uma população e não há uma lista ou painel que os contenha, os recrutadores podem precisar encontrá-los usando vários métodos, de anúncios em classificados à mídias e até triagem nos pontos de compra. Amostragem, em cadeia é uma técnica comum na qual a partir de um participante encontram-se outros. Isso é particularmente útil quando se está recrutando participantes difíceis de encontrar, subculturas ou grupos socialmente divergentes.

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