Teoria da agência em governaça corporativa

Escrito por walter johnson | Traduzido por elia regina previato
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Teoria da agência em governaça corporativa
A teoria da agência afirma que sempre haverá atrito entre os gestores e os proprietários (Medioimages/Photodisc/Photodisc/Getty Images)

A teoria da agência em relação à governança corporativa assume a forma de dois níveis de controle da empresa: gestores e proprietários. Essa teoria afirma que haverá algum atrito e desconfiança entre esses dois grupos. A estrutura básica da sociedade, portanto, é a teia de relações contratuais entre os diferentes grupos de interesse participantes na empresa.

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Características

Em geral, existem três conjuntos de grupos de interesse dentro da empresa. Gestores, acionistas e credores (como os bancos). Os acionistas têm, frequentemente, conflitos com os bancos e gestores, uma vez que as suas prioridades gerais são diferentes. Os gestores buscam lucros rápidos que aumentem a sua própria riqueza, poder e reputação, enquanto os acionistas estão mais interessados no crescimento lento e constante ao longo do tempo.

Função

O objetivo da teoria da agência é identificar pontos de conflito entre grupos de interesses corporativos. Os bancos querem reduzir o risco enquanto os acionistas querem maximizar razoavelmente os lucros. Os gerentes se arriscam ainda mais para a maximização do lucro, uma vez que suas próprias carreiras são baseadas na sua capacidade de criar lucros, em seguida, exibi-los. O fato das corporações modernas se basearem nessas relações cria custos em que cada grupo tenta controlar os outros.

Custos

Uma das principais ideias da teoria da agência é o conceito de custos de manutenção da divisão do trabalho entre os titulares de crédito, acionistas e gestores. Os gerentes têm a vantagem da informação, já que conhecem a empresa de perto e usam essa informação para melhorar suas próprias reputações em detrimento dos acionistas. Limitar o controle dos gestores encerra custos (como lucros reduzidos), enquanto a busca de lucro através de empreendimentos arriscados pode alienar os bancos e outras instituições financeiras. Monitorar e limitar os gestores em si mesmos encerra, por vezes, custos substanciais para a empresa.

Significado

O modelo de agência de governança corporativa afirma que as empresas são, basicamente, as unidades de conflito ao invés de máquinas unitárias com fins lucrativos. Esse conflito não é aberrante, mas construído diretamente com base na estrutura das corporações modernas.

Efeitos

É possível, se aceitarmos as premissas da teoria da agência, que as empresas sejam realmente grupos de feudos interligados. Cada um tem seus próprios interesses e cultura específica e vê o objetivo da empresa de forma diferente. Ao analisar a função de uma empresa, pode-se supor que os gestores irão se comportar de forma a maximizar o seu próprio lucro e reputação, mesmo à custa dos acionistas. Pode-se até compreender o papel do gestor como uma fraude institucionalizada, onde a assimetria do conhecimento os autoriza a operar com independência quase total.

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