Teoria da mimésis da crítica literária

Escrito por contributing writer | Traduzido por henry alfred bugalho
Teoria da mimésis da crítica literária

A Arte imita a vida?

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Mimésis é a ideia que a arte imita a realidade, uma ideia que parte de Aristóteles, que argumentou que o universal pode ser encontrado no concreto. Mimésis é desenvolvida e aplicada através de teorias miméticas da literatura, teatro e artes visuais durante o Renascimento e Iluminismo.

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Começa com Aristóteles

Filósofos e escritores, incluindo Aristóteles, Platão, Moliére, Shakespeare, Racine, Diderot e Rousseau aplicaram a teoria mimética da crítica literária para seus trabalhos e vidas; pensadores modernos, como Benjamin, Derrida e Girard retrabalharam e reaplicaram as ideias deles. A teoria mimética é a fundação universal da literatura e de escolas da crítica literária. A escola pragmática de crítica literária lida com as relações entre texto e público. A preocupação pelos efeitos morais da Arte é geralmente retirada da teoria mimética. A escola expressiva lida com a relação entre poeta e obra, e a escola objetiva enfatiza a integridade da obra sem considerar o público, o poeta ou a realidade exterior.

Literatura no mundo real

Os objetivos da crítica mimética é determinar o quão bem uma obra de literatura se conecta com o mundo real, e a teoria pode ser ampliada para incluir abordagens que lidem com o espiritual e simbólico, as imagens que conectam pessoas em todos os tempos e culturas. A crítica mimética pode incluir aspectos da crítica moral/filosófica, psicológica e feminista. A crítica mimética também argumenta que a Arte porta verdades universais, ao invés de somente verdades temporais e individuais. Críticos miméticos indagam quão bem uma obra de literatura corresponde ao mundo real. Eles analisam a precisão da obra literária e sua moralidade. Eles consideram se ela mostra ou não como as pessoas realmente agem, ou se isto é correto ou não. A crítica mimética avalia uma obra literária pelo prisma de sua própria época, julgando o texto de acordo com seus próprio sistema de valores.

Shakespeare reflete a natureza humana?

A melhor crítica mimética elogia obras literárias de autores como Homero, Shakespeare e Goethe por expressar os mais altos ideais e aspirações da humanidade. Representantes da teoria mimética da crítica literária incluem Platão, Samuel Johnson, Matthew Arnold e Leon Tolstoy. Samuel Johnson defende que Shakespeare retratou traços universais de personalidade e valores morais.

Os pontos negativos da mimética

O lado negativo da crítica mimética ocorre quando preconceitos subjetivos dos críticos conduzem a condenação dogmática ou censura. Muitas obras outrora consideradas esteticamente grandes foram interditas, banidas ou queimadas ao longo da história da humanidade por críticos morais.

Declínio da mimética

Algumas destas obras banidas são "Ulisses" de James Joyce, "Cândido" de Voltaire, "Folhas da Relva" de Walt Whitman, obras de Jean Jacques Rousseau e "Beleza Negra" de Anna Sewall. Até mesmo Platão queria manter os poetas fora de sua república utópica, porque pensava que eles era um perigo para a moral geral e que a poesia fracassava em termos miméticos porque não tinha acesso ao mundo das formas.

Rene Girard atravessa o tempo e as disciplinas

Rene Girard é um pensador moderno que estendeu a teoria mimética da teoria literária através do tempo e das disciplinas. Em seu livro de 1961, "Engano, Desejo e o Romance", ele argumentou com persuasão que apenas os grandes romancistas no mundo ocidental haviam compreendido os fundamentos miméticos da interação humana.

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