Túnicas do século XIII

Escrito por patricia neill | Traduzido por renata carvalho
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Túnicas do século XIII
Ao passo que todas as classes usavam túnicas no século XIII, os reis ostentavam conjuntos muito mais elaborados. (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Durante o século XIII, homens e mulheres de todas as classes, da realeza ao mais simplório camponês, vestiam o mesmo tipo básico de vestimenta na maior parte do tempo. O conjunto básico de roupas incluía uma camisa para os homens e camisa ou roupa de baixo para as mulheres, uma túnica sob e outra sobre as roupas, meias e chapéu ou outra peça que cobrisse a cabeça. No entanto, o feudalismo reinava e todos tinham uma posição definida na vida. Diferenças de classe, posição ou riqueza eram reveladas em pequenos elementos de estilo, como os tipos de tecidos usados, a intensidade da cor do pano e toques elegantes tais quais bordados, aplicações de pele, adereços ou joias costuradas à peça.

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Realeza e nobreza

Apenas a realeza e a nobreza podiam pagar vestimentas elegantes durante o século XIII. Enquanto aderiam à camisa básica, túnica e sobretudo (uma túnica sem mangas com ou sem os lados), a roupa da realeza podia ser de seda muito cara ou linho da mais delicada trama, bordado com pedras preciosas e capas e mantos forrados com pele de arminho ou penas de andorinha. Cintos largos de ouro ou prata e boinas e chapéus com penas de pavão completavam o traje. Muitos nobres preferiam meias listradas e roupas de duas cores, com um lado do sobretudo vermelho e outro azul. Até as túnicas básicas eram bastante decoradas e bordadas.

Baixa nobreza/Cavaleiros

Nos tempos feudais, todos os senhores, a baixa nobreza e cavaleiros eram guerreiros que, em tempos de guerra, seguiam o rei em batalhas. Senhores e cavaleiros usavam trajes que os cobria e protegia. Além das usuais camisas de linho e calções (roupas de baixo), um senhor ou cavaleiro usava um traje forrado chamado fraldão, acolchoado e preenchido com linho extra, que servia como estofo para a armadura usada em batalha. Um sobretudo com cinto era usado sobre a armadura nas cores de seu brasão. As mulheres da mesma classe usavam sobretudos bordados sobre túnicas de fina lã. As elaboradas mangas das túnicas eram justas aos cotovelos e se abriam próximas aos pulsos, permitindo que a dama virasse suas mangas e exibisse diferentes cores ou forros de pele.

Mercadores/Pequenos comerciantes

Os mercadores e pequenos comerciantes podiam ser pobres ou ricos. Para os mercadores ricos e suas esposas, vestir-se bem eram um prazer. Tecidos tingidos de vermelho ou azul, os melhores sobretudos de lã decorados e bordados, mangas tão elaboradas que se tornavam trajes separados costurados à túnica, os mercadores mais ricos da sociedade entregavam-se à finas peças. Perto do fim do século XIII, leis suntuárias foram aprovadas, limitando o que várias classes poderiam usar, dos trabalhadores a baixa nobreza. Enquanto as roupas tornavam-se mais baratas com a melhor tecnologia têxtil, mais leis suntuárias surgiam.

Camponeses

Camponeses, livres e servos, usavam roupas resistentes e práticas. Homens vestiam a camisa de linho e uma túnica de lã até os joelhos, com um cinto, ambos os trajes de tramas mais grosseiras do que os usados pelas classes superiores. Mulheres usavam uma camisa de linho e uma túnica de lã similar, porém, de comprimento até o chão. Tanto o linho quanto a lã, provavelmente, não eram tingidos, apesar de que camponeses mais abastados usavam túnicas amarelas, verdes ou vermelhas. Ambos os sexos usavam meias de lã sustentadas por ligas ou pelos calções. Sapatos simples de couro eram amarrados aos pés, cintos de couro e capas de lã completavam o traje básico do camponês no século XIII.

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