Arte africana em cobre

Escrito por cassandra mathers | Traduzido por guilherme bastos
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Arte africana em cobre
Esculturas de bronze do Benin mostram grande atenção aos detalhes (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Os artesanatos nativos africanos mostram uma variedade de técnicas, materiais, estilos e conteúdo temático. Várias tribos do oeste africano, como em Igbo, trabalharam com cobre antes dos portugueses chegarem no fim do século XV. Porém, quando os portugueses chegaram trazendo mais metais para comercializar no continente, o trabalho em cobre cresceu. Muitos exemplos notáveis do oeste africano, particularmente na Nigéria e no Benin, ilustram a habilidade e talento artístico dos trabalhadores de cobre, bronze e latão.

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Técnica da cera perdida

A técnica da cera perdida era utilizada por africanos da região oeste para criar estátuas e pratos enfeitados e detalhados a partir de metais. Um pedaço de cera de abelha ou outro material com baixo ponto de derretimento era esculpido no formato do artesanato desejado; o material devia ser maleável o bastante para ser esculpido, mas firme o bastante para manter os detalhes da arte. Então, camadas delicadas de argila fina eram colocadas sobre a cera, para capturar todos os detalhes, e eram então cobertas com camadas pesadas de argila grossa para dar força ao molde. O conjunto era então aquecido, para endurecer a argila e derreter a cera, para que o molde resultante pudesse ser preenchido com metais para formar a estátua. Muitos artesãos escolhiam usar bronze, uma mistura de cobre com estanho, para garantir solidez à estátua. Uma vez preenchida, o molde de argila seria quebrado, deixando apenas uma delicada e bela estátua de bronze. Essa técnica, apesar de ainda utilizada ocasionalmente na região, foi largamente trocada por técnicas modernas.

Outras técnicas

Outras técnicas eram usadas para transformar o cobre, bronze e latão em joias, penduricalhos decorativos e vários símbolos religiosos. Muitas tribos africanas dominaram técnicas de torcer e trançar cordas de cobre e bronze para decoração. O forjamento, técnica em que o metal é aquecido e então martelado até obter a forma desejada, era comum no Leste africano e ainda pode ser encontrado atualmente em toda a África atualmente. Em várias sociedades africanas, o ato de fazer algo a partir de um metal, indiferente à técnica utilizada, era visto como um ato de criação; assim, o trabalho com metais era frequentemente cercado por tabus sociais e ansiedade religiosa.

Igbo-Ukwu

Igdo-Ukwu é uma região ao sul da Nigéria onde estão três grandes sítios arqueológicos datados do século IX e que apresentam alguns dos melhores trabalhos em bronze do mundo. Usando a técnica da cera perdida, o povo de Igbo-Ukwu criou vários vasos ritualísticos que ainda hoje são inigualáveis. O povo de Igbo-Ukwu "não era familiarizado com técnicas como apuramento, solda, rebitagem, e confecção de fios", afirma a antropóloga cultural Alice Apley. Entretanto, eles descobriram formas criativas de moldagem de peças múltiplas, agregando moldes em trabalhos maiores e martelando e torcendo precisamente o cobre, além de outras ligas.

Reis de Benin

A partir do século XIV, chapéus comemorativos de latão eram delegados a cada novo rei de Benin no início de seu reinado. Latão, que é uma mistura de cobre e zinco, era utilizado para imitar a aparência do ouro. O rei, ou oba, encomendava uma estátua de latão da cabeça de seu predecessor. Essas estátuas comemorativas frequentemente apresentavam uma imagem idealizada da cabeça do rei anterior, além de serem decoradas e cercadas de símbolos de um bom reinado, tornando assim difícil a tarefa de saber a identidade do dono da cabeça. Estudiosos atuais examinam como cada cabeça se encaixa em uma tendência estilística mais ampla de Benin e do oeste africano.

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