A AIDS na Colômbia

Escrito por laurie rappeport | Traduzido por natalia peres
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
A AIDS na Colômbia
As Nações Unidas estimam que 0,6% da população colombiana tem AIDS (south america image by NataV from Fotolia.com)

A pobreza, os conflitos armados e o subsequente deslocamento que atinge a Colômbia têm contribuído para espalhar a AIDS entre os colombianos. Esse aumento aflige tanto grupos que já eram tradicionalmente afetados pela AIDS (homens homossexuais) e, mais recentemente, homens e mulheres heterossexuais além de crianças. O relatório das Nações Unidas sobre a epidemia global de AIDS estima que 0,6% da população da Colômbia está contaminada, mas conforme a guerra na Colômbia avança, esse número cresce.

Outras pessoas estão lendo

Histórico

A população de indivíduos afetados pela AIDS na Colômbia continua a crescer conforme os grupos mais vulneráveis da sociedade colombiana (mulheres, crianças e pessoas desalojadas) tornam-se cada vez mais expostos ao HIV, vírus causador da AIDS. Na Colômbia, a doença já foi vez restrita a homens que mantinham relações sexuais com outros homens. Contudo, hoje ela se espalha entre a população heterossexual. A maioria das mulheres contrai AIDS através de seus maridos, prostituição ou estupro, muitas vezes vítimas de soldados de grupos paramilitares ou rebeldes. A população geral da Colômbia recebe pouco treino ou educação para evitar a doença e geralmente reage isolando indivíduos contaminados e suas famílias.

O alastramento da AIDS

No começo dos anos 1980, quando a AIDS começou a se espalhar, Colômbia tinha 55 homens infectados para cada mulher. Em uma década, uma mulher para cada sete homens tinha AIDS. A ultima pesquisa das Nações Unidas sobre AIDS revelou que em 2007 dois homens para cada mulher portava o vírus HIV. Pessoas que trabalham com a população colombiana infectada pela AIDS acreditam que isso esteja relacionado à crescente prostituição e ao tráfico sexual na Colômbia, pondo tanto homens quanto mulheres em risco ainda maior, embora a percentagem de mulheres que entram em contato com a AIDS esteja aumentando a um ritmo mais rápido.

Impacto do conflito armado

A medida que segue o conflito entre as forças do governo da Colômbia, grupos paramilitares e rebeldes, ele contribuii para o crescimento da população afetada pela AIDS. Doentes convivem com a desconfiança e o desprezo de suas comunidades e frequentemente se tornam vítimas dos grupos armados que dominam muitas cidades e vilas da Colômbia. Ironicamente, o conflito por si só faz com que aumente o número de infectados pela doença. Os militantes frequentemente estupram mulheres refugiadas ou as forçam a se prostituir, compactuando assim com a propagação da epidemia ao mesmo tempo em que as mulheres, por sua vez, infectam seus maridos, filhos e "clientes".

O governo colombiano e a AIDS

Na Colômbia, os governos locais e os municipais têm a responsabilidade de acompanhar e avaliar os casos de AIDS e os tratamentos. Em 2005, a legislatura colombiana aprovou uma lei nacional de HIV/AIDS que obriga o governo colombiano a prestar atendimento a pessoas com a doença.

Ativismo de base

A maior parte do progresso na atitude diante das vítimas da AIDS na Colômbia e na disponibilidade de tratamento vem de organizações populares. Essas organizações, como a "Recolvih" (Rede Colombiana de Pessoas Vivendo com HIV ou AIDS) e o Projeto Girassol, lutam nos tribunais e nos meios de comunicação para garantir que todos que sofrem com a doença recebam os medicamentos de que necessitam para combatê-la. Eles também ajudam pessoas que vivem com AIDS, encorajando-as a lutar por seus direitos enquanto lutam para mudar a percepção do publico em relação à enfermidade.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível