Como funcionam os disparadores das baterias Alesis?

Escrito por samuel wade | Traduzido por pina bastos
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Como funcionam os disparadores das baterias Alesis?
As propriedades piezoelétricas dos cristais, como o quartzo, são usadas em disparadores de baterias (little druze of calcite and quartz image by Alexander Maksimov from Fotolia.com)

O Alesis é um dos melhores fabricantes de instrumentos de percussão eletrônica, inclusive por seu longo módulo de tambor DM5, que há muito tempo é prestigiado. Sua gama de opções se estende de baterias individuais para estudo a kits completos de instrumentos eletrônicos profissionais. Todos esses produtos, como a maioria das baterias eletrônicas, fazem uso de transdutores piezoelétricos para desencadear os sons.

Piezoeletricidade

Esse fenômeno foi primeiramente demonstrado no fim do século 19 por Pierre Curie, que depois ganhou o Prêmio Nobel com sua mulher, Marie, por seu trabalho sobre radiação, e seu irmão Jacques. Substâncias que incluem cristais, algumas cerâmicas e ossos produzem uma voltagem elétrica quando uma pressão mecânica, como um impacto, lhes é aplicada. No contexto da percussão eletrônica, um sensor piezo é afixado a uma superfície de execução. Quando é tocado, o sensor produz um pulso elétrico, cuja força reflete a do toque. Isso permite que o módulo tambor, ou "cérebro", reproduza a dinâmica do desempenho do baterista.

Pads de bateria

A maioria dos conjuntos Alesis de baterias eletrônicas consiste de pads separados, cada um incorporando um ou mais sensores piezo, o que pode ser arrumado em um rack para imitar o formato de um kit acústico. Algumas, como a de última geração DM 10 Pro, usam cabeças de tambores Mylar, como as das baterias acústicas para a superfície de execução, já que o realismo é uma meta importante no projeto visual da bateria eletrônica. Outras, como a DM6, usam pads de borracha. Alguns pads são "duas zonas", com dois sensores piezo permitindo vozes para a cabeça e para as bordas, como a de um tambor de cordas acústico.

Pads de címbalos

Os pads dos címbalos de explosão Alesis têm três sensores piezo montados em um verdadeiro címbalo de bronze, fazendo-os parecer címbalos normais. Como os pads de tambores de cabeça Mylar, esses incluem amortecedores para restringir o som de impacto. Os pads de címbalos feitos de borracha também estão disponíveis. Alguns disparadores de címbalos apresentam um sensor de "abafador", que imita a habilidade do baterista para encurtar um som de címbalo ao agarrá-lo com a mão.

Controladores multipads

A Alesis também produz os pads de Controle e Desempenho, que, como o clássico Roland Ocatapad, montam vários pads em uma única superfície. Esse projeto é extremamente compacto e, por isso, ideal para ser usado com um kit acústico. No entanto, isso também o torna particularmente vulnerável a uma das maiores fraquezas dos sensores piezo: "disparar cruzado"; quando um pad é tocado, as vibrações podem viajar para outros, resultando em um disparo acidental. Esse problema é enfrentado ao isolar-se cuidadosamente cada pad dos outros.

Resistor sensitivo de força: como a bateria Alesis não funciona

Uma alternativa aos transdutores piezo usados, por exemplo, no Modo Alternativo drumKat, é o Resistor Sensitivo de Força (FSR, em inglês), um filme fino de material condutivo cuja resistência elétrica decresce quando é submetida a uma força, como a da batida da bateria. Isso produz um breve pico no volume de eletricidade que consegue passar através do FSR, que é então interpretado pelo cérebro da bateria da mesma maneira que o pulso para um resistor piezo. O FSR oferece resistência ao disparo acidental, pois as vibrações transmitidas não afetam à resistência do filme. No entanto, é menos precisa que o transdutor de piezo.

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