Intervenções para disgrafia

Escrito por julie james | Traduzido por fabiana silva
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Intervenções para disgrafia
Ter uma caligrafia ruim não significa que a pessoa sofre de disgrafia (Young child learning to write her name image by levo from Fotolia.com)

A disgrafia é uma desordem neurológica que se manifesta como uma deficiência na capacidade da escrita, segundo o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e do Acidente Vascular Cerebral, nos EUA). As crianças que apresentam esse transtorno de aprendizagem escrevem de tal forma que as letras ficam muito grandes, incorretas, fora das linhas e com problemas de espaçamento. Segurar os instrumentos de escrita de forma estranha e ter problemas para transferir os pensamentos para o papel também são sinais da doença.

Embora não seja curável, algumas intervenções podem ajudar quem sofre dessa doença a lidar com suas consequências e a se ajustar ao mundo real.

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Adaptando

Quando uma criança se esforça muito para escrever, ela não está aprendendo adequadamente o que está escrevendo. Ajustar os métodos de ensino para essa dificuldade pode melhorar o processo de aprendizagem.

Um método é mudar as demandas sobre o aluno, permitindo-lhe mais tempo para completar uma tarefa. Peça para a criança fazer a tarefa o quanto antes e permita que ela utilize um teclado para aumentar a legibilidade e a velocidade da escrita.

Adapte a quantidade de trabalho proposta para o aluno através de métodos que permitam que ele possa ter uma pessoa treinada para escrever o que diz textualmente para que, em seguida, ele faça as alterações sem a ajuda. Esse método faz com que a qualidade da escrita não seja tão relevante para a avaliação, direcionando a atenção do professor para o conteúdo da tarefa apresentada pelo aluno.

Incentive o aluno a pedir para que outros revisem seu trabalho ou permita que ele utilize um corretor ortográfico. Um verificador oral funciona melhor para aqueles com disgrafia, visto que reconhecer a palavra correta pode ser uma atividade difícil para essa criança. Ofereça para ela um instrumento de escrita que mais a agrade e ensine-a a escrever em letra cursiva mais cedo do que o normal, já que alguns alunos encontram mais facilidade com esse tipo de letra do que a de forma.

Revisando tarefas

Adaptar as tarefas pode não ser suficiente para alguns alunos com disgrafia.

Revisar os métodos para concluir as tarefas, sem diminuir as lições que precisam aprender, pode ser conseguido introduzindo alguns métodos, como enfatizar a qualidade sobre a quantidade nas tarefas de escrita e permitir que os alunos com disgrafia respondam a algumas perguntas com desenhos ou frases, ao invés de sentenças completas.

Permitir que alunos sem dificuldades de aprendizagem trabalhem com o aluno com esse tipo de transtorno pode ser benéfico. Um estudante apto pode se concentrar em planejar como a tarefa será realizada, o outro na revisão de textos, outro na ilustração e outro na escrita. Isso proporciona um ambiente no qual o aluno com a disgrafia não fica sobrecarregado com todos os aspectos de conclusão do trabalho de escrita.

Permitir que o aluno apresente um projeto oral ou visualmente, em vez de por escrito pode permitir-lhe mostrar o que aprendeu sem a necessidade de ter de escrever. Oferecendo as instruções específicas sobre o que precisa ser demonstrado e articulado, o estresse sobre a escrita é eliminado, mas o aspecto da aprendizagem permanece intacto. O professor, então, avalia o aluno após a conclusão da tarefa, assim como faria com os estudantes que apresentam o relatório por escrito.

Praticando habilidades de escrita correta

Algumas pessoas com disgrafia são capazes de melhorar a escrita através da prática. É importante lembrar que mesmo que o aluno consiga concluir com sucesso uma tarefa usando um processador de texto, ele ainda precisa trabalhar a parte manuscrita.

As técnicas para essa prática incluem a intervenção precoce, na qual o professor auxilia o aluno a encontrar a maneira mais confortável para escrever. Por exemplo, se for mais fácil para um aluno escrever em letra cursiva em vez de forma, deixe-o escrever dessa maneira. O objetivo é fazê-lo trabalhar com as habilidades que possui e explorá-las.

Estabelecer um tempo na agenda do aluno para a aprendizagem da escrita sob a orientação de um professor pode ser importante. A maioria dos estudantes com disgrafia realmente querem aprender a escrever melhor.

Caso o transtorno seja grave, opções como a terapia ocupacional ou a educação especial devem ser discutidas entre o aluno, os pais e os professores. Por meio desses tratamentos, o estudante pode se beneficiar da instrução focada e direcionada para o desenvolvimento da escrita.

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