Perigos da câmara hiperbárica em autismo

Escrito por katie duzan | Traduzido por fellipe jardim
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Perigos da câmara hiperbárica em autismo
Estudos recentes demonstram efeito positivo de tratamento com oxigênio hiperbárico sobre o cérebro em pacientes autistas (Creatas/Creatas/Getty Images)

Câmaras de oxigênio hiperbárico distribuem altas concentrações de oxigênio de forma rápida e profundamente. A câmara de oxigênio hiperbárica é tipicamente usada para curar feridas mais rapidamente e fornecer oxigênio às áreas de hipoperfusão. Durante o procedimento, o paciente entra em uma pequena câmara fechada. O médico, em seguida, aumenta o nível de pressão atmosférica e aumenta o nível de oxigênio em até 100 por cento. Estudos do cérebro de pacientes autistas feitos por Rossignol mostram níveis reduzidos de perfusão cerebral, marcadores de estresse oxidativo e evidência de neuroinflamação, bem como hipoperfusão em diversas áreas do cérebro. A oxigenoterapia hiperbárica reduz o estresse oxidativo e tem efeitos anti-inflamatórios, o que pode aumentar o fluxo sanguíneo e diminuir a inflamação no cérebro de um paciente autista. Embora tenha havido vários ensaios clínicos com resultados inconclusivos, um estudo controlado duplamente às cegas recente realizado no International Child Development Resource Center concluiu que houve melhoras quando as crianças autistas receberam 40 horas de tratamento na câmara hiperbárica. Uma vez que o corpo não está acostumado com a pressão ou nível de oxigênio que a câmara de oxigênio hiperbárica fornece, há vários riscos em virtude do aumento na pressão e nível de oxigênio.

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Perigo de incêndio

Altas concentrações de oxigênio, tais como aquelas em câmaras de oxigênio hiperbárica, são extremamente inflamáveis. O maior risco deste tratamento é o incêndio ou explosão. Produtos inflamáveis ​​incluem maquiagem, petróleo, álcool, spray de cabelo, loção pós-barba, telefones celulares, metais, perucas, almofadas de aquecimento, isqueiros, aparelhos auditivos, comida, goma e esmalte de unhas. Esses artigos resultam em incêndio dentro da câmara de oxigênio.

Efeitos temporários

O tratamento com câmaras de oxigênio hiperbáricas pode ter vários efeitos adversos. Os mais comuns são dor de cabeça, fadiga e vômitos. Estes problemas são temporários, sendo solucionados após um curto período de tempo. A natureza fechada da câmara e o pequeno tamanho criam um risco elevado de claustrofobia. Outro risco do tratamento é miopia reversível miopia (dioptria). O tratamento também pode elevar os níveis de açúcar no sangue.

Doença de descompressão

A doença de descompressão é uma doença associada à descompressão da câmara de oxigênio hiperbárica. Outras doenças causadas por descompressão da câmara incluem pneumotórax, colapso pulmonar parcial ou total, caracterizado por dor no peito ou falta de ar e causada pela pressão do gás coletado no espaço em torno dos pulmões (site MayoClinic.com) e embolia gasosa ou bolhas de gás na corrente sanguínea que causam obstruções (site Healthline.com).

Toxicidade por oxigênio

A toxicidade por oxigênio em virtude de tratamento em câmara de oxigênio hiperbárica causa uma variedade de problemas. Os altos níveis de oxigênio fornecidos por muito tempo podem causar convulsões e danos psicológicos. Problemas pulmonares associados à toxicidade pelo oxigênio incluem edema pulmonar, hemorragia, toxicidade pulmonar e insuficiência respiratória irreversível. Há também um risco de dano aos dentes.

Barotrauma

Barotrauma associado ao tratamento com câmara de oxigênio hiperbárica inclui danos ao ouvido, lesões do sinus, lesão pulmonar e ruptura do ouvido médio. Estes problemas surgem em virtude da alta pressão dentro da câmara.

Considerações

Há várias maneiras de reduzir os riscos associados ao tratamento com oxigênio hiperbárico. A sessões de tratamento devem durar duas horas ou menos. Fazer "pausas de ar" um curto período de tempo durante o tratamento pode reduzir o risco de toxicidade pelo oxigênio. Assegurar que não existam materiais inflamáveis ​​reduz o risco de incêndio. A configuração apropriada e a administração por um profissional treinado são necessárias para minimizar os riscos médicos.

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