Os perigos de se espetar com uma seringa

Escrito por vickie van antwerp | Traduzido por mariana dsp
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Os perigos de se espetar com uma seringa
Doenças sérias podem ser transmitidas através de uma picada de agulha (PhotoObjects.net/PhotoObjects.net/Getty Images)

No tempo que você leva para se furar com uma agulha suja, micro-organismos entram na ferida e procuram por um ambiente propício para se reproduzirem. Uma simples espetada pode transmitir tétano, hepatite e fascite necrótica, conhecida como a "doença da bactéria devoradora de carne". Os perigos associados a furar a pele podem devastar a saúde de uma pessoa, de modo que a morte passa a ser uma possibilidade. O maior risco de infecção é para profissionais da saúde que lidam com objetos afiados diariamente. Por esse motivo, certos protocolos precisam ser seguidos para evitar acidentes. O perigo ainda existe para qualquer um que entre em contato com agulhas usadas, inclusive para crianças. É importante que o público geral saiba como evitar essas lesões e o que fazer caso uma delas ocorra.

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Inspeção do lixo

Mutirões de limpeza organizados pela comunidade têm como objetivo limpar o lixo das ruas, parques e áreas públicas. Projetos voluntários que envolvam adolescentes, como escoteiros, clubes para meninas e meninos e grupos da igreja precisam ser informados acerca dos protocolos de segurança antes de iniciarem as atividades. Uma regra importante a se seguir é não mexer em pilhas de lixo com as mãos, pois é comum haver seringas sujas entre os dejetos. Sempre use uma vassoura e pá. Proteja seus pés usando botas. As luvas não protegerão as mãos em casos de picadas, mas usar luvas de borracha por cima das descartáveis ajuda a evitar que líquidos sejam espirrados na pele. Latas de café, por exemplo, podem ser usadas como recipientes para guardar as agulhas e seringas encontradas.

Profissionais da saúde

Os profissionais da saúde são expostos ao perigo de se furarem com agulhas todos os dias. As unidades muito movimentadas, como pronto-socorros e salas de cirurgia, oferecem mais riscos do que as outras. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) afirma que, nos Estados Unidos, o número de picadas de agulha por ano ultrapassava os 380.000, em 2010. Além da transmissão do vírus da imunodeficiência, ou HIV, e hepatite B e C, existem outros 20 patógenos que oferecem risco a esses profissionais. Precauções de segurança incluem tampar seringas e ter um recipiente próprio para descartar objetos pontiagudos. Nos Estados Unidos, esses profissionais também precisam ser vacinados contra hepatite.

Uso de drogas

O CDC reportou 3.932 novos casos de AIDS em 2009, nos EUA, devido ao uso de drogas intravenosas. Os novos casos de usuários de drogas com AIDS foram 4.942, nesse mesmo ano. A prevenção para evitar a disseminação do HIV e da hepatite entre usuários de drogas inclui programas de troca de agulhas e fóruns educacionais em bairros conhecidos pelos altos índices de uso de drogas. Em 2002, o CDC reportou uma redução de 30% nos casos de HIV relacionados ao uso de drogas.

Tratamento

Corra atrás de tratamento se for picado por uma agulha contendo uma substância desconhecida ou se isso acontecer com outra pessoa. Leve a seringa para o hospital. Embale-a em um tecido e guarde-a dentro de uma sacola. Espere o teste ser concluído para determinar se foi exposto a hepatite ou HIV. Você também poderá receber um tratamento preventivo contra o tétano. Será necessário voltar ao hospital dentro de seis meses para repetir o teste do HIV.

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