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Como reduzir o excesso de ferro

Atualizado em 22 julho, 2017

O excesso de ferro pode ter causas primárias ou secundárias. A causa primária geralmente é a hemocromatose hereditária, uma desordem genética do metabolismo que faz com que muito ferro seja absorvido dos alimentos. As causas secundárias incluem ingestão exagerada de ferro e transfusões de sangue recorrentes. O ferro se acumula nos órgãos endócrinos, fígado e coração, provocando danos. Nesses casos, exames laboratoriais apontam elevação do ferro armazenado (ferritina) e alta saturação da proteína que transporta o ferro (transferrina).

Instruções

  1. Observe atentamente seu corpo e sua disposição. Não existe sintoma específico que indique a presença de muito ferro no organismo. Os danos aos órgãos acontecem de forma lenta e os primeiros sintomas podem ser sutis. Perceba se há a fraqueza, aumento da pigmentação da pele e dor nas articulações. Exames de fígado são úteis para avaliar a progresso da condição.

  2. Caso não apresente sintomas, você só precisa ir ao médico periodicamente. Ele solicitará a coleta de uma amostra de sangue para avaliar os níveis séricos de ferro, ferritina e da saturação de transferrina.

  3. Se seus sintomas estiverem associados à hemocromatose hereditária, níveis de ferritina sérica elevados ou saturação de transferrina alta, é preciso fazer tratamento. A maneira mais simples e mais eficaz de eliminar o excesso de ferro é através de flebotomia repetida, também conhecida como sangria. Os melhores lugares para realizar esse tratamento são os bancos de sangue e laboratórios com equipamentos de última geração. Normalmente, 250 mg de ferro (cerca de 500 ml de sangue) são removidos a cada semana. Beba água e descanse antes e após o procedimento.

  4. Seja diligente com essa série de procedimentos. A duração total do tratamento varia de acordo com seus níveis de ferro. A flebotomia é repetida até que os níveis de ferro sejam normalizados, o que pode levar semanas ou meses. Após isso, ela será realizada de forma intermitente, apenas para manter níveis de saturação de transferrina abaixo dos 30%. Esse regime de manutenção é essencial.

  5. Se o excesso de ferro for devido a causas secundárias, usa-se terapia de quelação com deferoxamina ou deferasirox. A flebotomia pode não ser uma opção em função do risco de anemia.

  6. Faça tratamento específico para a diabetes, problemas cardíacos ou disfunção erétil, se houver. Essas são possíveis complicações do excesso de ferro.

  7. Faça refeições equilibradas. Geralmente não há necessidade de evitar alimentos que contenham ferro (por exemplo, carne vermelha). Deve-se, no entanto, evitar a ingestão de álcool, pois ele aumenta sua absorção e pode danificar ainda mais o fígado.

Dicas

  • Se seu problema é a hemocromatose hereditária, aconselhe seus familiares a fazerem exames também. Há exames genéticos disponíveis.

Aviso

  • Nunca atrase o tratamento para hemocromatose.
  • Não tome suplementos que contenham ferro.
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