Teorias do desenvolvimento emocional

Escrito por ashley seehorn | Traduzido por andre trapani possignolo
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Teorias do desenvolvimento emocional
Nosso desenvolvimento está relacionado às várias fases da vida (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

Apesar de ser um campo de estudo relativamente novo, existem várias teorias sobre o desenvolvimento emocional. Como existem tantas teorias, que poderiam encher livros, este artigo se focará em duas. Uma das teorias mais proeminentes é a de Erik Erikson, cujo trabalho foi baseado na teoria psico-sexual de Sigmund Freud. Outro teórico importante no campo do desenvolvimento emocional é Lawrence Kohlberg, cujo trabalho é baseado nas obras do psicólogo do desenvolvimento, Jean Piaget, que foca em uma perspectiva construtivista do desenvolvimento.

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Teoria do desenvolvimento psicossocial de Erickson

O psicólogo do desenvolvimento Erik Erikson propôs um teoria do desenvolvimento emocional que consiste em oito crises, sendo que cada uma ocorre durante uma janela específica no desenvolvimento do indivíduo. A primeira crise, Confiança versus Desconfiança, ocorre na primeira infância (do nascimento aos 18 meses). Se um é bebe é alimentado enquanto está com fome, trocado quando necessário, em geral, se é bem cuidado, desenvolverá a confiança, o que está ligado em adultos a comportamentos de risco à saúde. Se um bebe é negligenciado ou abusado, desenvolverá desconfiança, o que pode levar a pessoa a se isolar da sociedade e a ter medo de tentar coisas novas. A segunda crise, Autonomia versus Vergonha e Dúvida, ocorre quando a criança está começando a andar (entre 1 e 3 anos). Neste estágio a criança constrói autoconfiança e independência através da exploração dela mesma e de seu ambiente. Se os país forem negligentes ou não permitam que a criança corra alguns riscos, ela não construirá um senso de independência.

Teoria de Erikson e as crianças na idade escolar

A terceira crise na teoria de Erikson é Iniciativa versus Culpa (3 a 6 anos). Nesse estágio, a criança deve desenvolver um senso de propósito, planejando e fazendo coisas por si mesma, como se vestir sozinha. Se os pais a desencorajam de fazer estas coisas, seja porque fazem errado ou porque demoram muito tempo, ela ficará receosa de realizar tarefas por medo da desaprovação. O quarto estágio, Industria versus Inferioridade (5-12 anos), é crucial para que a criança desenvolva um senso de competência. É preciso nesta fase encontrar sua área forte e desenvolver um senso de realização. O fracasso com lições escolares ou não se permitir que seu potencial seja desenvolvido, faz com as crianças se sintam inferiores. A quinta crise, Identidade versus Confusão de Papéis, começa na puberdade (9-18 anos). Neste estágio é necessário que se desenvolva um senso de identidade própria através da autoexploração. Se a criança é forçada a se conformar com um ideal parental, ela desenvolverá uma confusão de identidade, não sabendo quem ela é enquanto indivíduo.

Teoria de Erikson e a fase adulta

A sexta crise, Intimidade versus Isolação (18 a 40 anos), lida primeiramente com a escolha de um companheiro e uma carreira, o indivíduo deve encontrar a pessoa certa e um caminho para si mesma, ou ele desenvolverá um senso de isolação, sentindo-se deixado de lado. O sétimo estágio é Generatividade versus Estagnação (30 a 60 anos). Nesta crise, o indivíduo deve sentir que contribuiu com a próxima geração, do contrário terá um sentimento de estagnação devido a não ter deixado uma impressão às gerações futuras. O último estágio, Integridade versus Desespero, tem lugar na fase adulta (acima de 50 anos). Se o indivíduo adulto olha para seu passado e se sente satisfeito com suas realizações, desenvolverá um senso de integridade, caso se sinta vencido por arrependimento e sentimentos de fracasso, ele desenvolverá desespero.

Os estágios do desenvolvimento moral de Lawrence Kohlberg – Nível pré-convencional

Lawrence Kohlberg fez sua teoria construtivista do desenvolvimento moral e emocional baseada no trabalho de Jean Piaget. Kohlberg propôs seus estágios de desenvolvimento que podem ser agrupados em três níveis. O primeiro nível é o pré-convencional. A moral pré-convencional é geralmente associada com crianças, mas muitos adultos operam neste nível de desenvolvimento moral. O primeiro estágio é Obediência e Punição, neste, os indivíduos associam certo e errado com as consequências diretas a eles mesmos. Se um comportamento provavelmente será punido, uma criança o rotula de "mau", se o resultado é um prêmio ou uma recompensa, de "bom". O segundo estágio deste nível é o Individualismo e a Troca, neste, as crianças julgam a moralidade baseadas no interesse próprio, certo e errado parecem relativos à pessoa envolvida. Estes estágios estão ligado à falta de consideração pela família e sociedade e focam exclusivamente às ações e consequências no indivíduo.

Moralidade convencional

O nível convencional é geralmente associado a adolescentes e jovens-adultos. O primeiro estágio envolve as relações interpessoais. Neste, o indivíduo está preocupado com quais comportamentos o ajudarão a se integrar com seus pares e com a comunidade, ele busca aprovação de seu comportamento pelos outros, este também é conhecido como o estágio do "Bom garoto" ou "Boa garota". As intensões das pessoas se tornam importantes neste estágio, os indivíduos começam a avaliar as regras da sociedade, o bom comportamento é associado às regras sociais e às leis, portanto, a manter uma sociedade ordenada. Em geral, a moralidade convenciona importa seguir as convenções do grupo.

Moralidade pós-convencional

A moralidade pós-convencional é associada ao final da adolescência e à idade adulta, entretanto, os indivíduos nem sempre atingem este nível de raciocínio moral. O primeiro estágio deste nível envolve contratos sociais e direitos individuais. Indivíduos operando neste nível entendem que as leis são importantes para uma sociedade, mas que direitos individuais e crenças também devem ser consideradas. As leis podem e devem ser modificadas para se adequar a evolução da sociedade. O processo democrático está associado a este nível do desenvolvimento moral. O último estágio da teoria de Kohlberg é guiado pelos Princípios Éticos Universais. Neste, o individuo deve agir sob um senso interno de consciência em vez de sob as regras e leis da sociedade. Em vários momentos isto significa agir contra as leis, quando um indivíduo sente que está eticamente obrigado a agir de acordo com o que acredita.

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