Cerimônias fúnebres budistas

Escrito por spencer hope davis | Traduzido por aline fernandes
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Cerimônias fúnebres budistas
Os budistas veem a morte como uma transição (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

As cerimônias fúnebres budistas são parecidas com as de outras religiões por ter como núcleo o preparo de pessoas doentes e parentes para passarem para outro plano. O que distingue a morte para os budistas é como eles tratam a vida e a aproximação dela. Depois que uma pessoa morre, existem tradições únicas adicionais feitas para garantir um caminho espiritual que não inclui um paraíso, e sim uma viagem em direção ao esclarecimento final. Os rituais e as cerimônias são criadas para facilitar essa resolução final.

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A meditação fúnebre de nove ciclos

A contemplação e a meditação são as formas primárias dos budistas para se prepararem para a morte e lidarem com ela. Uma das formas comuns de se meditar como preparação é a meditação de nove ciclos. Ela possui três raízes que levam a preceitos que discutem as ideias por trás deles. A primeira raiz, que "A morte é certa", afirma que a vida possui um caráter finito que é separado somente pelo suspiro da vida e pelo suspiro da morte. A segunda é que "A hora da morte não é certa". Você precisa aumentar seu potencial interior e não perder tempo algum na Terra. A terceira é que a única coisa que pode nos ajudar na morte é o "Desenvolvimento mental e espiritual". Isso significa desconectar-se da ligação emocional ou física às posses enquanto contempla a sua morte.

Preparando-se para a morte

Se uma morte é esperada e a pessoa vive em uma casa onde o budismo tradicional é praticado, os monges serão chamados para rezarem pelo indivíduo. Um cântico ou oração comum recitado é, "Até mesmo as lindas carruagens reais se desgastam; e, de fato, esse corpo também se desgasta. Mas a lição da bondade não envelhece; e então a Bondade informa isso aos bons". A ideia é preparar o indivíduo para uma morte boa, uma que não seja temida. Os budistas tentam aliviar a ansiedade e manter a boa energia durante, até e então depois da morte.

Após a morte

Os budistas seguem as visões indianas tradicionais de cremação do corpo, mas isso não é feito imediatamente após a morte. O corpo permanece em casa durante quatro dias. A significância disso é dupla. Primeiro, isso permite que mais orações sejam recitadas e que os amigos e familiares levem presentes para manter uma boa energia para a transição do espírito da pessoa. Segundo, os quatro dias remetem ao Primeiro Bardo. Nesse tempo suspenso, acredita-se que o falecido esteja em um estado de transe, e no quarto dia o espírito da pessoa será levado à luz clara da compreensão e ao renascimento no segundo e no terceiro períodos Bardo.

Após a morte

Os rituais continuam a ser realizados depois de ocorrer a morte. A família e os monges budistas tradicionais continuarão a rezar semanalmente pelo falecido durante um período de 49 dias. O conceito disso é que o falecido já não habita mais o seu corpo, mas a alma da pessoa está em um lugar não de purgatório, mas de transição para o esclarecimento, que é a maior realização e põe fim a todos os renascimentos. Os familiares têm a responsabilidade de assistir o falecido em seu caminho para seu lugar de descanso final. O período de orações serve para guiá-lo em direção a essa verdade e, se ele não alcançar o esclarecimento, ele receberá orientação através dessas orações para renascer mais uma vez.

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