Como interpretar mandalas

Escrito por walter johnson | Traduzido por lucas faro
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Como interpretar mandalas
A figura mandala, em geral, é a mesma em várias culturas (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

A mandala é um projeto que, segundo o psiquiatra suíço Carl Jung, é uma representação do eu interior. Jung foi uma figura importante na interpretação da mandala como um reflexo de estados psíquicos. Ele ajudou a provar a sua tese básica de que ideias e experiências arquetípicas básicas existem em todas as culturas, línguas e nações. Elas existem dentro do ser humano como tal. A mandala é uma representação artística desses arquétipos. No entanto, como esses arquétipos se manifestam varia de pessoa para pessoa. A interpretação da mandala é feita em termos gerais, por exemplo, em número e cor.

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Instruções

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    Estude geometria primeiro. De acordo com Jung, todas as mandalas, independentemente de onde vêm, mostram uma interação constante entre o círculo e quadrado. O círculo é o símbolo da totalidade, enquanto o quadrado é o símbolo de estabilidade no mundo. Em termos gerais, isso significa que todos os seres humanos desejam um objetivo espiritual pleno que possa ser transferido para o dia a dia. A matéria, em breve, deve se tornar espiritualizada. A matéria é o caos. Nosso conhecimento é o princípio para gerar a ordem.

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    Concentre-se na utilização de números. Vários números se repetem em mandalas através de culturas e continentes. O número 1, por exemplo, representa a unidade e a masculino, enquanto 2 representa a divisão e o feminino; 3 representa a conclusão e 4 representa sempre o mundo, o quadrado. Outros números são derivados destes quatro primeiros números. Números, de acordo com Jung, são arquétipos e sempre simbolizam as mesmas funções sociais e as ideias éticas através de culturas.

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    Olhe para as cores. Como tudo, a cor é simbólica. Nada na mandala é puramente quantitativo, mas tudo é um símbolo para o eu mais profundo. As cores são geralmente quatro: amarelo, vermelho, azul e verde. Respectivamente, estas são o sol, paixão, relaxamento e vegetação. Os significados reais aqui são muito mais profundos. Vermelho é muitas vezes o caos e a transformação violenta, enquanto o azul frequentemente é (re)nascimento e morte. Amarelo é o sol, tradicionalmente símbolo do conhecimento e desenvolvimento. Verde é esperança, os ingredientes necessários para a consciência pessoal.

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    Considere a mandala como um todo. Enquanto os passos acima abstraem do todo e se concentra nas partes, interpretar o simbolismo da mandala também requer pensamento integral, considerando o objeto inteiro como uma única imagem. De acordo com Jung, a mandala como um todo é sobre o retorno constante a si. Enquanto nossas vidas poderiam vagar de caminho a caminho, não há desenvolvimento real linear; há um retorno circular para o eu e nossa própria autodefinição. A evolução é falsa como uma teoria científica como qualquer conceito de progresso linear da história ou economia. Nosso movimento como pessoas, sociedades e agentes históricos é circular, retornando a si, não um progresso linear para o "fim da história", tornado famoso por Karl Marx e liberais modernos.

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    Tenha sempre em mente que a mandala, em última análise, é um símbolo da luta humana. É parte de um constante esforço para dar ordem, muitas vezes com força, em um mundo que parece caótico e incontrolável. Ciência, o Estado e "a teoria econômica" só agravaram o problema. A solução para o caos, se houver uma, está em si, seguro (quadrado) e na posse da verdade (círculo).

Dicas & Advertências

  • Mandalas não são símbolos religiosos. Elas são uma combinação de metafísica, ontologia, simbolismo e psicologia. Elas são provas das ideias de Platão e da escola neoplatônica do mundo antigo. Elas serão familiares aos estudantes de Platão, assim como alquimia renascentista.
  • Mandalas são também pessoais. Elas são revelações do não consciente ou subconsciente que existe em todos os seres humano. Portanto, você só pode interpretá-las em termos gerais. Os termos específicos devem ser reservados para o indivíduo que fez a mandala.
  • Não busque interpretar esses objetos sem anos de estudo da história da metafísica. Interpretação de mandalas não é para amadores, mas para aqueles que foram imersos em vários sistemas metafísicos antigos e medievais por anos. Uma compreensão de Platão, Plotino, estoicos, realistas da alta Idade Média, M. Ficino, J. Fichte e G.W.F. Hegel, para não falar de Jung, é um mínimo para a compreensão destes símbolos.

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