Como as tartarugas-de-couro se movimentam?

Escrito por kelsey erin shipman | Traduzido por lucas ourique
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Como as tartarugas-de-couro se movimentam?
Tartarugas são incríveis animais marinhos. (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)

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Gigantescas

A tartaruga-de-couro é a maior espécie de tartaruga que vive na Terra nos dias atuais. Pesando até 910 quilos e com 2,4 metros de comprimento, ela é capaz de viajar por todo o oceano em busca de alimentos e áreas apropriadas para procriação. As tartarugas têm raízes evolutivas que remontam por volta de 100 milhões anos, além de habitarem os oceanos por centenas de milhares de anos. Porém, na atualidade, as tartarugas-de-couro figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção pelo mundo todo.

Em terra

Tartarugas se movem lentamente em terra. Arrastam seus corpos maciços com suas barbatanas dianteiras, sendo que cada centímetro a frente é um processo trabalhoso com esforços imensos. As fêmeas procuraram os locais de desova, muitas vezes chegando a colocar até 100 ovos de uma só vez. Depois que seus filhotes emergem, eles arrastam seus corpos de 2,5 a 5 cm em direção à água, totalmente por instinto.

No mar

Embora seja lenta e desajeitada em terra, as tartarugas-de-couro são graciosas em mar aberto. Em uma entrevista para revista "National Geographic", Scott Eckert, da Wider Caribbean Sea Turtle Conservation Network (União de Conservação das Tartarugas Marinhas do Caribe) da Universidade de Duke, disse: "As tartarugas-de-couro são um dos melhores animais hidrodinamicamente projetados no planeta. Elas provavelmente podem nadar tão facilmente como qualquer outro animal marinho". Como todas as tartarugas, as de couro batem as nadadeiras dianteiras verticalmente para gerar impulso e movimentar-se para frente. Mas ao contrário das outras, que precisam remar as nadadeiras constantemente, tartarugas-de-couro usam suas nadadeiras dianteiras longas exclusivamente como asas gerando um "voo subaquático". Seu casco também é especialmente projetado para maior flexibilidade e eficiência. Ao contrário do casco saliente das outras espécies, o das tartarugas-de-couro são flexíveis e muito designados com seu corpo, fundindo-se perfeitamente com seus ombros musculosos. Ela tem sete cumes especiais que percorrem o casco auxiliando no direcionamento do fluxo de água e reduzindo o arrasto. Tartarugas-de-couro também são especialistas em uso e conservação de energia. Seu grande tamanho, acompanhado por uma espessa camada de gordura, as mantém aquecidas em temperaturas frias, onde elas caçam sua comida favorita, a enorme água-viva juba-de-leão. O fluxo de sangue para e a partir das suas grandes nadadeiras também sofrem mudanças nas profundezas mais frias. O sangue que retorna para o interior do corpo dos apêndices exteriores é aquecido pela corrida pelo corpo que ele realiza. Em temperaturas extremamente baixas, o fluxo de sangue pode parar completamente, por um período de tempo.

Conservação

As tartaruga-de-couro são conhecidas por mergulharem a profundidades de 1280 m para se alimentar. Elas entraram no Guinness Book of World Records 1992 (Livro de recordes Guinness de 1992) como o réptil mais rápido do mundo, tendo alcançado velocidades de até 9,8 metros por segundo. Tartarugas-de-couro, no entanto, estão em um declínio populacional terrível, especialmente no Pacífico. Uma vez que elas chegam à adolescência, estes enormes animais não têm predadores e estão ameaçados apenas pela atividade humana. A destruição do habitat, redes de pesca, o aquecimento global e a poluição são as principais ameaças a tartarugas. Felizmente, muitos defensores da tartaruga reconhecem a grandeza dessas criaturas e começaram projetos de conservação de sucesso pelo mundo todo.

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